Me espias de soslaio
pelas frinchas do galpão,
é noite de lua cheia,
e eu a te esperar,
me aquecendo em sentimentos...

Ouço na cocheira um cusco
fazendo alarido,
avisando da tua chegada
e eu muito matreira,
a delirar torrentes de desejos contidos,

no escuro do galpão te clamo:
– Amor, vem!
E meio doida e quase em torturas vulcânicas
te imploro carícias,
e na cocheira de tantos gemidos,
aliviando sentimentos contidos,
o galo dá o estribilho,
e nós em espirais de calor
através da pele,
ficamos sim entorpecidos
de tantas emoções
e sensações idílicas,
nessa insana noite de amor

 

Iara Pacini

 

     

 

   

 

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Publicado: 07.11.2007  Última atualização:  07.12.2007  

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