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Às Fadas Inominadas
Vany Campos e Iára Pacini
Feliz aniversário de Júlia, também às famílias Campos, Pacini e Rezende.
Deus os abençoe e ilumine fazendo de Júlia, mais que uma grande esperança
de hoje, uma grande mulher no futuro.
Beijos carinhosos de Ieda e Isabelle, Emmanuel e Leonardo
Fada Inominada
Em torno ao castelo de seus sonhos,
Pipilam passarinhos em revoada,
Mais intensa é a vida remoçada,
Flores falam esperança no jardim...
No berço embala e nina,
Encanta-lhe a criança,
Seu rosto se pinta de carmim...
Salta-lhe no peito, o coração,
Seus fios brancos se cobrem,
A olhos vistos,
Louros de anseios em contenção.
Mulher – mãe - avó aposentada:
Vendaval incontido de paixão.
As chuvas já não sabem se vão
Ou ficam a regar a vida que vai tendo,
Onde se afoga no prazer tão pouco,
Quase nada tudo nos afagos avoengos...
Pensa que é hora de parar...
Novamente se apaixona, e, prosa,
Não quer perder o fio do tempo...
A mulher renasce avó,
Esquece as dores de ser mãe,
De ser, quem sabe, idosa...
Faz aniversário, que importa, agora...
Revive entre sonho e realidade,
Com novos personagens:
Mulher nasce outra vez... Cresce...
Ama e vive intensamente...
Esquecida de si,
Entre raios de sol,
Ventos e temporais,
Abrandando a vida em sua sina:
Sapos, cobras
E aranhas metamorfoseiam-se
De seu amor em pantomimas,
Em seus anseios de menina:
Suas mulheres – anjos,
Seus homens – deuses,
E ela, mulher, mãe, avó, aposentada:
Ainda que desconhecida – mesmo sem querer:
Fada viva, lírica, injustamente, inominada.
Ieda Cavalheiro
Palavras 2003 - p. 47.48 AJEB

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