Memória das Lembranças
 
Nada mais que
minhas barreiras
larguei no labirinto
e as alegrias no arco-íris.
 
Açoita o frio em tristeza...
não consegui, prisioneira sou
sem sentir na noite
o amanhã.
 
Amei o sol,
o velho mar,
a lua,as estrelas.
 
O encanto navegava em carinhos,
resta-me o frio,
pesa na alma sofrida.
 
Sumo de mim mesma
como se não tivesse caminho,
que reflita você - que partiu...
Imagem que ficou
guardada na alma:
segredos guardados
a sete chaves compartilhados.
 
Loucura minha.
Saber-se amada
sem poder ser tocada.
Alucinada não respondes aos meus
desejos,
pois somos o tempo que o
passado levou.
 
Hoje, a cada por do sol
frente a este Guaíba imenso
fica a única verdade:
doces, intermináveis saudades
do amor vivenciado
em nossas entranhas!
 
Do mais profundo amor
em meu íntimo mais profundo
onde guardo  e acaricio
a memória
das lembranças.
 
  Iára Pacini
  06/01/008
 
 
 
 
     

 

   

 

 

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Publicado: 07.11.2007  Última atualização:  06.02.2008  

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