MÃE! APAGA A LUZ.

 Badu     

Mãe! Apaga a luz, encosta a porta... 

 

 Não sinto medo, tampouco

vou me esconder.

Recolha as estrelas,

nesta noite

serena meu olhar

aquietou luar. 

 

Guarde na estante os livros com

histórias de era uma vez,

e nessa magia fazemos de

 conta que eu já cresci.

 

Espia embaixo da cama

tem monstrinho só esperando

mamãe falar boa noite para

vir me assustar.  

 

Feche as cortinas, e

apague o sol,

não me olhe triste assim,

eu quis enganar uma manhã,

que traiçoeira, de qualquer maneira

quer me ver sorrir.

 

Feche a gaveta, aprisione

soldadinhos de chumbo,

aprendi que nessa brincadeira de

 adulto menino pode

se machucar.

 

Suavize o impacto do bater da porta

 e a rispidez da palavra dor ,

canta para mim e talvez eu

encontre a bola de meia,

pano velho preenchido de alegrias

onde eu jogava no quintal.

 

Não me leve a mal,

esse silêncio não me entristece

parece uma prece,

suave ladainha

 lembranças minhas.  

 

E certa vez eu deixei algum segredo

em algum lugar,

 acho que foi um beijo,

um brinquedo ou um olhar.

 

Nem lembro onde acontecia,

ou foi janeiro ou em uma

manhã tão fria de setembro.

Respingavam gotas

de garoa, anjo chorando

 em nuvem escura, luz tão pura

que coloria em arco-íris. 

 

Acho que este é meu quarto,

mas agora espera um pouco,

alguém me chamou,

penso ser você.

 

Esquece tudo e fica aqui!

Está tão frio e eu sou criança,

estou com medo

nesse momento!

 

Mãe apaga a luz, encosta a porta...

 

 

YESBADU@YAHOO.COM.BR

MEU CARINHO E AGRADECIMENTO PARA MEUS AMIGOS.

Narração: Marcos Sergio T. Lopes

Formatação Mara

 
 
 
 
     

 

   

 

 

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Publicado: 07.11.2007  Última atualização:  11.03.2008  

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